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Deputados aprovam requerimento de Edmilson em repúdio ao leilão do Campo de Libra

Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram, nesta quarta-feira, 16, à unanimidade o repúdio ao leilão do campo de Libra, que o governo federal marcou para o próximo dia 21, possibilitando a exploração do Pré-Sal por empresas estrangeiras. O requerimento com votos de repúdio teve a iniciativa do deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL). Na quinta-feira, 17, haverá o Dia Nacional de Mobilização com a paralisação de 24 horas dos funcionários da Petrobrás e manifestações nas ruas de todo o país. Em Belém, o escritório da empresa será fechado e haverá ato público na Praça do Operário, às 16 horas.

Edmilson ressaltou que a possível exploração do petróleo brasileiro por empresas estrangeiras fere a soberania nacional, representando a privatização do petróleo brasileiro. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é contra o leilão e ingressou com uma ação popular no Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de impedir que ele seja realizado. “A própria presidente da Petrobrás, Graça Foster, declarou que a Petrobrás é a empresa mais capacitada para a exploração do Pré-Sal, cuja estimativa de extração é de 15 milhões de barris de petróleo”, destacou o deputado paraense.

Os membros do Comitê Paraense em Defesa do Petróleo, Leny Campelo e Marcos Fonteles foram até a Alepa acompanhar a votação do requerimento de repúdio. “Não há empresa no planeta com o knowhow da Petrobrás. Não podemos entregar o nosso petróleo a lucros internacionais que só tê interesse em rapinar a riqueza nacional”, criticou Marcão. Os movimentos sociais reivindicam participar da construção coletiva de uma política nacional do petróleo.

O Dia Nacional de Mobilização foi marcado para a data em que a Petrobrás completa 60 anos de fundação. “O Comitê Paraense estará junto com a Federação Nacional dos Petroleiros e com a Federação Única dos Petroleiros paralisando as atividades do escritório da Petrobrás, em Belém, a partir das 7 horas da manhã. Às 16 horas, nos concentraremos na Praça do Operário. E de lá nos integraremos ao ato em Defesa da Educação, promovido pelo Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Pará)”, detalhou Leny.

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